L
Nada em lado
nenhum
in Introdução
à Eternidade
1.ª Edição,
Outubro de 2013
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Henrique Pedro (prosa Y poesia)
Adormeço
profundamente
e
tão pouco sonho
Por
tempo indeterminado passo a ser nada
em
lado nenhum
Deixo
de existir
Depois
que abro os olhos
acordo
serenamente
sentado
na erva
encostado
ao tronco de um freixo
enquanto
as ovelhas continuam a pastar
placidamente
no
lameiro
com
César
o
cão pastor
a
vigiar
De
nada me queixo
sinto-me
bem
inteiro
sem
qualquer dor
Será
que a minha alma também dormiu?
Mas
como pode o espírito dormir?
Só
pode ter andado a vogar
por
outro espaço
noutro
tempo
sem
eu saber
e
sem que mo queira dizer
Certo
que o espírito
não
é
sonho
Tão
pouco é realidade
Henrique António Pedro

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