XLIX
Morto ou
absorto?!
in Introdução
à Eternidade
1.ª Edição,
Outubro de 2013
Copyright ©
Henrique Pedro (prosa Y poesia)
Não
raras vezes vivo momentos assim
que
de tão absorto
e
enlevado
embora
vivo
mais
pareço morto
De
olhar fixo no ar
parado
sem
nada ver
nem
ouvir
com
o pensamento sem nada a pensar
mais
pareço uma pudica estátua viva
numa
praça pública
Deixo
de sentir o próprio coração bater
não
sonho
tão
pouco durmo
Sou
mesmo levado a julgar
ser
capaz
de
deixar de sentir
e
de pensar
embora
continue a viver
Porque
há um instante
encantado
ainda
que fugaz
em
que percebo o espírito
a
respirar
Não
tem sentido
portanto
morrer
Um
morto
não
é um absorto prolongado
Henrique António Pedro

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