Imagino poemas no seu
rosto
Poemas que ela me
inspira
Quando se insinua
E que eu versejo
Quando lhe sorrio
Poemas que ela declama
quando fala
E que eu toco
Quando lhe acaricio
os cabelos
Poemas que ela dança
quando anda
E que eu coreografo
Quando afago o seu
corpo
Onde está, então, a
poesia?
Nela, musa, que ilumina
Declama
E dança
Os poemas que eu
escrevo?
Ou será em mim, o poeta
Que retrato o seu rosto
Afago os seus cabelos
E lhe acaricio o
corpo?
A fonte da poesia é
ela
A musa
E o poeta sou eu
Que em verso a canto
A poesia somos nós
É a nossa voz
Vale de Salgueiro, quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
Henrique António Pedro

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