in “50 Sonetos de Amar “(Inédito)
Do barro bruto, o Criador, criou o homem
Soprando-lhe amor sagrado e poesia
Para divina recreação e alegria
Esquecendo as dores que os mortais consomem
Porém, tais graças com a poesia eclodem
Que o barro tosco que Deus soprou, ganhou vida
Animou Adão e fez Eva apetecida
Dos supremos deleites que na Terra ocorrem
Ao barro, porém, nosso corpo retornará
Finando-se dores e prazeres com a morte
Só a mais pura poesia se salvará
Para se livrar da matéria e má sorte
O homem, com poesia, a Deus louvará
Amando Eva, como Ele manda, sua consorte
Vale de Salgueiro, 17 de Abril de 2008
Henrique António Pedro

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