sexta-feira, 7 de junho de 2013
Escrevam poemas estúpidos, seus estupores!
quinta-feira, 6 de junho de 2013
De enxada da Razão na mão
Algo me puxa
me empurra
me compele
Será Deus?
Será o amor?
Será a angústia?
Descalço
de a enxada da Razão
na mão
esgaravato a minha
própria pele
cavo-me por dentro
garanto o meu
sustento
com o suor do corpo
e o sopro
dos pulmões
Semeio poemas no
vento
que não sei aonde irão
poisar
se não morrerem
sepultados
à partida
por mim rejeitados
O melhor húmus
é o do meu coração
bem no âmago de mim
onde cultivo um
jardim
de afectos perfumados
Vale de Salgueiro, quinta-feira,
25 de Fevereiro de 2010
Henrique António Pedro
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Mil virgens nuas bailam ao luar
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Esta democracia é uma porca
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Separação
terça-feira, 28 de maio de 2013
Sonho acordado (Contemplação)
Sonho
acordado
ausente
Deixo-me
levar pelo vento
no
voo do tempo
imaturo
desasado
cada
momento do presente
fecha-se
em passado
e
abre-se em futuro
Rasgo
a bruma da ilusão
escrevo
poemas de espuma
inseguro
voo
fascinado
com
a leveza duma pluma
O
sonho é uma ideia oca
mas
é esperança
é
procura da verdade
é
pulsar do coração
ar
da Razão
pão
da boca
é
a próxima realidade
Deus
só não nos deu asas
para
que sejamos nós
a
aprender a voar
e
a sonhar
A
despertar
pela
contemplação
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 26 de
Novembro de 2008
Henrique António Pedro

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