quinta-feira, 23 de abril de 2020
Aponta-lhe um poema à cabeça e dispara!
terça-feira, 21 de abril de 2020
Já não basta votar!
Já não basta votar
O País está em crise
O Povo esfomeado
A Nação a definhar
À espera de salvação
O Estado foi espoliado
A Pátria expatriada
A República traída
A Democracia viciada
A Família pervertida
A Língua apunhalada
A Justiça adulterada
Votar é branquear a situação
É preciso fazer mais, mais e mais
Nas ruas
Nas urnas
Nos tribunais
E nas redes sociais
Urge forçar o fim da corrupção
Que o Povo assuma seus direitos de novo
Os deveres de cidadão
Portugueses, gritai basta!
Gritai não!
A Bem da Nação
É forçoso votar bem
Vale de Salgueiro, sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
Henrique Pedro
terça-feira, 7 de abril de 2020
Os donos do mundo andam a brincar com o fogo
Embriagados de
poder
De fausto e falsa
glória
Russos,
americanos e chineses
Julgam-se deuses
Os maiores da
História
Fiam-se na força
da arma nuclear
Nas suas guardas
pretorianas
Nas legiões de
bombistas suicidas
Nas ensandecidas massas
insanas
Ameaçam por o Planeta
a arder
Tudo deitar a
perder
E com ódio, vírus
e petróleo
Imolar a
Humanidade
Na pira da sua imoralidade
Serão donos do
mundo e da guerra
Mas não são
senhores da Terra
A turba que por
ora lhe bate palmas
Lhes comerá os ossos e as entranhas
E ss labaredas do
inferno eterno
Lhes consumirão
as almas
Não conhecem a
palavra amar
Para eles uma
vida não vale uma palha
Mandam matar quem
lhes resiste
Os donos do mundo
brincam com o fogo
O trágico jogo do
Apocalipse
Que a Senhora de
Fátima nos Valha!
terça-feira, 31 de março de 2020
Plantemos poemas nos pântanos
sexta-feira, 13 de março de 2020
Deitei-me nu com a minha amada nua
(Desenho de carvão em papel, intitulado e datado de 1939, Almada Negreiros)
Naquela
leda madrugada
deitei-me
nu
com
a minha amada
nua
despidos
de tudo
vestidos
de nada
O amor
nos despiu de nós
a
sós
a
sonhar
e a
Lua nos vestiu
de
luar
Ela
me envolveu e fascinou
com
sua pele
de
mel
e eu
cobri-a com a minha
empoada
de pós de brilhantina
fluorescência
da
inocência
que
toda a noite nos iluminou
em
eterna fantasia
E o
Sol não se pôs
nesse
dia
Vale
de Salgueiro, sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Henrique
António Pedro
segunda-feira, 2 de março de 2020
O Deve e o Haver do Amor
O
que é a Felicidade
na
verdade
não
sei
Também
o que é a Verdade
não
tenho a felicidade
de saber
Da Felicidade
conheço, porém
o
paladar
e
da Verdade
o
querer
Sei
que o sabor da Felicidade é o Amor
e que
o sentido da Verdade é o dever
Que
a Verdade é o deve
a Felicidade
o haver
Verdade
e Felicidade
só
podemos almejar
por
via de amar
de sofrer
e de
bem fazer
Deve
amar
quem
quiser amor haver
Vale de Salgueiro, 2017




