Emaranhado
de palavras à espera de serem lidas
e
sentidas
mesmo
sem que tenham
rima
alguma
Monte
de caruma que será fogueira
se
ateada pela chama
dalguém
que o ler
para
se aquecer
Novelo
de lã que será meia
depois
de tecido e fiado
pelas
mãos da tecedeira
O
tempo presente que será futuro
quando
tiver passado que contar
A
madrugada que será dia
quando
o Sol raiar
Poema
dilema
pedra
de gelo que o calor da poesia transforma em água
levanta
fervura
e vira
vapor
Ideia que
será iluminação quando o gelo arder
O amor
com ou sem dor
e sem
condição
Vale de Salgueiro, 20 de julho de 2020
Henrique António Pedro

Lendo-o para além da imaginação, vejo o nascimento das coisas o novelo confuso, emaranhado da coisa que dá o tecido -a obra- feito pelo autor e a transformação de tudo: o gelo que se torna água e depois vapor .comos, e, assim, connosco é..... a vida... coisas....
ResponderEliminarA poesia é uma punção interior que se exterioriza de, e por, várias formas sendo que muitas vezes nem os próprios autores interpretam, ou têm plena consciência, do que escrevem. Soa bem aos ouvidos e ao espírito, sobretudo de quem lê, é o que mais importa.
EliminarObrigado pela leitura.