in Anamnesis
(1.ª Edição: Janeiro de 2016)
Nunca
se faz silêncio
dentro
de mim
Acontece
por
vezes
ser
tão estridente o ruído interior
que
o mundo exterior se silencia
ainda
assim
Ou talvez
seja eu que deixo de ouvi-lo
por
mais que ele continue a invetivar-me
a
chamar-me à luta
à
disputa de troféus que não me interessam
e
que jamais serão meus
Os
ruídos fragorosos desta minha batalha
começam
na surdina do passado
e
ecoam
ribombando
futuro
adentro
no
mais estreme silêncio
Embala-me
a terra
na
ausência de minha mãe
Amparo-me
às árvores que meu pai plantou
agora
que partiu
E aqueço-me
à lareira da poesia
na
qual a minha alma eterna arde
em
doce, terna e triste alegria
acesa
de saudade
Vale de Salgueiro, sábado, 28 de Janeiro de 2012
Henrique António Pedro

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