segunda-feira, 23 de abril de 2018
Pedras e palavras soltas
domingo, 22 de abril de 2018
Tocam os sinos a sinais
Lá na minha
aldeia
por genuína
ideia
ao
toque de finados
o
povo chama de “sinais”
Sim…ais…
“sinais”
sons
doridos
sofridos
fatais
Que soam
nos ouvidos
ecoam
nos descampados
e se
calam no coração
Dlãoooooooooo
Dlãoooooooooo
Sempre
que alguém morre
seja
lá quem for
ou
qual for a sua condição
os
sinos tocam na torre
doridos
sons de dor
o
toque a “sinais”
Dlimmmmmmm
Dlimmmmmmm
Dlãoooooooooo
Dlãoooooooooo
São
sinais!
Sinais
de fim
sinais
de compaixão
sinais
assim…
de…
…adeus
Sinais
a Deus
que
receba mais
um
dos seus
lá
nos céus
Dlimmmmmmm
Dlimmmmmmm
Dlãoooooooooo
Dlãoooooooooo
Vale de Salgueiro, quinta-feira, 27 de Maio de 2010
Henrique António Pedro
in Anamnesis (1.ª Edição: Janeiro de 2016)
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Que felicidade eu sinto, Santo Deus!
Que
felicidade eu sinto, Santo Deus!
Mergulhado
no seio da terra
que
me viu nascer
e
me fez crescer
Terra
de onde parti
só
para ter o prazer
de a
ela retornar
Que
felicidade eu sinto, Santo Deus!
Ao inalar
o seu ar
a
voar nas sensações do seu céu
a
furar luras no quadraçal
como
qualquer fera
mero
animal
Que
felicidade eu sinto, Santo Deus!
A
correr que nem corso
transportando
poemas no dorso
no
descampado
a
esponjar-me
emocionado
nas
mais felizes recordações
O
Infinito longínquo
que
não cabe na vista
nem
na imaginação
é
aqui!
Aqui
é o Absoluto próximo
ao
alcance da mão
todo
concentrado no meu coração
Que
felicidade eu sinto, Santo Deus!
Tanta
que
faço da minha vida
uma
permanente oração
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 21 de Julho de
2010
Henrique António Pedro
in Anamnesis (1.ª Edição: Janeiro de 2016)
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Horizontes de afecto
segunda-feira, 2 de abril de 2018
O cântico dos estorninhos
terça-feira, 27 de março de 2018
As pedras de Pinetum levitam no tempo
As
pedras de Pinetum levitam no tempo
As pedras de Pinetum levitam no tempo
apenas mudam as paredes
as pontes
as fontes
em que se concertam
os poemas que despertam
e espevitam o sentimento
Pedras alçadas em muralhas
em campos de batalhas
vias, becos e calçadas
bordejadas de mecos
e de etéreos marcos miliários
são a memória da História
Deslavadas pelo rio
puídas pelo vento
erguidas em ideia
areia
e cimento
são muros mudos
Nada dizem do futuro
próximo ou distante
falam do passado estuante
sombrio
não relatado nos anais
As pedras de Pinetum levitam no tempo
fazem eco
são sinais
Vale de Salgueiro, segunda-feira, 20 de Agosto de
2012
Henrique António Pedro





