Há roseiras a “rosir”
romãs a sorrir
ouriços altaneiros
no alto dos
castanheiros
quase
quase
a parir
São dons de Outono
Entonos dos campos e da
atmosfera
a imitarem os cantos da
Primavera
ainda que a cor
dominante
não seja o primaveril verde
fulgurante
pintalgado de papoilas
e malmequeres
e da sensualidade das
mulheres
São os tons quentes de
castanho
das folhas amarelecidas
desprendidas pelo vento
de árvores
entristecidas
simulando alegria
em derradeiro arreganho
que é lamento
elegia
pura poesia
São os sons das
despedidas
os pios tristes das
andorinhas
já prontas a partir
Dons, tons e sons de
Outono
Só as mães não voltam a
sorrir
quando vêem os filhos
partir
Vale de Salgueiro, quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Henrique António Pedro

E neste Outono ainda há rosas a florir.
ResponderEliminarTantas surpresas vão acontecer
Neste tempo de amanhecer
Nesta vida onde sorrir também é um renascer
De tanto que há para amar do pouco que vai florir.
Belo quadro outonal.
ResponderEliminarBeijo
Nanda
Todos nós temos uma estação de eleição,a minha é o outono.
ResponderEliminarQuase,poderia definir a minha vida como:-Era uma vez num outono...
Bonito poema,poeta Henrique Pedro como sempre!
Muito lindo, parabéns, Henrique, como é bom ver um homem tão cheio de sensibilidade, abraços de poesia!
ResponderEliminarBom Dia Amigo,
ResponderEliminarUm belo retrato outonal
Parabéns!!!
Votos de bom domingo
Belo texto..."São tons quentes de castanho
ResponderEliminarde folhas amarelecidas
que se vão desprendendo pelo vento
de árvores entristecidas..." O vento desprende as folhas secas, para dar nova roupagem a natureza, que com as chuvas, se fazem fartas, de saias longas, e tons de esperança e de arco-íris. Uma doce noite meu querido e meu abraço.